Em redor do buraco tudo é beira

De Marcela Levi
Performance, duo, 2009

Se há estranheza nos dois corpos em cena que parecem nunca conversar diretamente, isso se deve ao fato de que Levi abandona a idéia de diálogo como encontro, troca ou convergência e propõe aí uma outra experiência, inspirada no pensamento de Maurice Blanchot (A Conversa Infinita) para quem a conversa se dá justamente como descontinuidade, no espaço vazio que irrompe entre uma fala e outra. Em redor de buraco tudo é beira se oferece como uma fábula que se deixa interromper; que surge da articulação de ‘manifestações curtas’ (fragmentos autônomos curtos e potentes) que se repelem e se atraem de modo a manter sempre o sentido sob tensão.
Laura Erber

Ficha técnica

Direção artística: Marcela Levi
Performance e Co-Criação: Flavia Meireles (agora interpretado pelo artista convidado Frederico Paredes) e Marcela Levi
Colaboração dramatúrgica: Laura Erber
Assistência: Denise Stutz
Luz: Fábio Retti
Música: Marcela Levi e Bruno Rezende
Objetos cênicos: Marcela Levi
Operação de luz: Chapinha
Produção: Marcela Levi

Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes no Programa de Bolsa de Estímulo à Criação Artística.
Em redor do buraco tudo é beira foi incluído entre os destaques da dança em 2009 pela crítica especializada do jornal O Globo (31/12/2009).

Em redor do buraco tudo é beira foi contemplado com o Prêmio Reconhecimento ZKB 2010 (09/04/2010).

Co-produção: Bienal Internacional de Dança do Ceará
Apoio: Espaço SESC / Rio de Janeiro

Residências artísticas:
La Laboral-Ciudad de la Cultura, Gijón/Espanha
Programa de Residência – La Casa Encendida e Universidad de Alcalá de Henares – Madrid Espaço SESC / Rio de Janeiro

© Claudia Garcia